Em nome do pai: Flávio Bolsonaro desponta como principal nome da direita
Senador aparece na frente de outros pré-candidatos em cenários estimulados e tem rejeição menor que a do pai, segundo levantamento de dezembro
- Por Editor Casa Texto
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- 17/12/2025 07:49 - Atualizado 17/12/2025 07:51

Levantamento da 20ª edição da Pesquisa de Avaliação do Governo Lula, conduzida pela Quaest a pedido da Genial Investimentos entre os dias 11 e 14 de dezembro, aponta que o senador Flávio Bolsonaro (PL/RJ) se firmou como o principal representante da direita nas simulações eleitorais para 2026.
Nos cenários estimulados de primeiro turno, Flávio registra intenções de voto que variam de 21% a 27%, desempenho superior ao de outros possíveis concorrentes do campo conservador, como os governadores Ratinho Júnior (PSD-PR), Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), Romeu Zema (Novo-MG) e Ronaldo Caiado (União-GO).
Com base em 2.004 entrevistas e margem de erro de dois pontos percentuais, a pesquisa indica que, em uma eventual disputa de segundo turno contra o presidente Lula (PT), o senador alcançaria 36% dos votos, enquanto o petista teria 46%. Nesse cenário, 15% declararam voto branco, nulo ou abstenção, e 3% permanecem indecisos. Nas demais simulações de segundo turno, Lula também aparece à frente, porém com vantagem menor: 45% a 35% sobre Tarcísio e Ratinho Júnior, 44% a 33% sobre Caiado e 45% a 33% sobre Zema.
Outros indicadores ajudam a sustentar o protagonismo de Flávio entre os nomes da oposição. Seu índice de rejeição — parcela do eleitorado que o conhece, mas afirma não votar nele — é de 60%, abaixo do registrado por seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que chega a 63%. Já o potencial de voto do senador (conhece e votaria) é de 28%, percentual superior ao dos demais pré-candidatos da direita avaliados, com exceção de Lula, que soma 44%.
Apesar disso, a escolha de Flávio como candidato apoiado por Jair Bolsonaro divide opiniões. Para 54% dos entrevistados, o ex-presidente errou ao indicar o filho, enquanto 36% avaliam a decisão como correta. A percepção varia de acordo com o posicionamento político: entre bolsonaristas, 78% aprovam a indicação; entre lulistas, o mesmo percentual considera a escolha equivocada.
Quando questionados sobre a possibilidade de votar em Flávio após o endosso do pai, 62% afirmaram que não votariam em hipótese alguma, 23% disseram que poderiam votar, e apenas 13% declararam voto certo no senador. Ainda assim, ao serem perguntados sobre quem Jair Bolsonaro deveria ter escolhido caso a indicação a Flávio fosse um erro, o nome mais mencionado foi o de Michelle Bolsonaro (PL), com 15%, seguida por Tarcísio de Freitas, com 12%. Flávio não figurava entre as alternativas apresentadas.
O levantamento Quaest/Genial também mostra que 61% da população já tomou conhecimento do apoio de Jair Bolsonaro à candidatura do filho. O nível de informação é maior entre bolsonaristas e eleitores de direita não alinhados ao lulismo, ambos com 71% de conhecimento sobre o tema.
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